sábado, 3 de setembro de 2011

Fingimento


Finjo tanto
que não sei se finjo.
Finjo, fingindo, fugindo
das minhas fugas reais.
Finjo no meu olhar
negro claro,
fingindo olhares nus.
Finjo a vida,
a morte fingida,
fingindo a doença,
fingindo a cura,
as juras descompassadas.

Finjo ser próprio,
ser impróprio,
fingindo aquelas flores,
a criança chorando.
Finjo curtos amores,
fingindo o sol,
fingindo o mar,
a fuga inconstante,
meu todo fingindo ser bobo,
fingindo não te querer,
fingindo não te amar
como o miserável, pobre,
e só meu,
fingimento.

http://gabrielcastelar.blogspot.com/

4 comentários:

Adriana Vargas de Aguiar disse...

Ola,
Frações de sentimentalidades, me deixam louca!!! Pulo do abismo com os olhos fechados, o coração pulsando e um grito na voz. É assim que gosto de viver.

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Simone MartinS2 disse...

Nossa! Se fingindo tu escreves tao bem, nao mude nunca, continues a fingir e torne-se, como Fernando Pessoa, um poeta fingidor e encante a todos nossos corações com tuas lindas poesias...abraços!

Rosivar Marra Leite disse...

Fingir não amar, duro é fingir para si mesmo!
Lindoooooooo!

Jasanf disse...

Realmente o poeta Fernando Pessoa encontrava-se inspirado quando disse que "o poeta é um fingidor". Então na poesia é válido fingir. E muito.