sábado, 11 de junho de 2011

Acordei sentindo o som do Pego

Saístes do meio das ondas do mar de netuno
Teus olhos flamejantes cortavam o horizonte azul
Chegando até mim em momento oportuno
De tocar-lhe com as mãos, de sentir teu corpo nu.

O mar abria pacientemente velando teu andar
As águas refletiam teu estado único de graça .
De pé fronte à praia senti um vento me fazer levitar
E antes que o nada venha depressa e se faça

Voei ao teu encontro sentindo tamanho medo
De que não me deixastes vicejar.
És a musa do mar que tomaste com o vento
Intocável que não pudera amar

Ó mar! Como podes imensidão tão bela?
Esses lábios que tocavam-me mádidos
E me tiravam da soidão que enterrava-me na areia.
Mar de netuno, tantos prazeres que trazes

Agarrei tuas águas bebendo o quanto podia
Sem deixar escapar uma só gota ainda que fosse gelo
Ó mar que me tiraste todo o mal que vivia. És tão minha...
Acordei sentido o som do Pego.



                         Gabriel Castelar  


http://gabrielcastelar.blogspot.com

6 comentários:

Reflexo d'Alma disse...

Sabado... vir aqui e sentir a força dessas palavras encantadas
me faz uma bem...
que somente repetindo pra não esquecer
"Agarrei tuas águas bebendo o quanto podia
Sem deixar escapar uma só gota ainda que fosse gelo
Ó mar que me tiraste todo o mal que vivia. És tão minha...
Acordei sentido o som do Pego."

Bjins entre sonhos e delírios

Ma Ferreira disse...

Lindo seu poema..adorei.
FAzia tempo que não lia algo que me tocasse tanto..
Parabéns poeta. Cuide bem do seu dom.
Bj..bom sabado!
MA ferreira

ruma disse...

Olá.
Obrigado pela sua visita.

O coração lindo vai convidar toda a paz.
sua cor paixão...
Profundamente colorido espaço deixa no Extremo Oriente

forte abraço, do Japão.
ruma

JuniorPoltergeist disse...

Lindo Poema Gabriel, emocionou bastante *-* Parabéns

Jasanf disse...

Acabei de respirar o cheiro do sal vindo das águas salgadas do Pego. Tive medo de me afogar ou de mergulhar nas profundezas desse marzão de Deus. Mas voltei a mim ao ler e saborear as profundas palavras.

Ana disse...

Lindo seu poema!
Bom domingo!